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Tag: Turismo

Por Que Hóspedes Satisfeitos Não Voltam: O Problema Invisível da Equipe Sem Imersão

O erro silencioso que compromete a taxa de retorno em hotéis e negócios de turismo de experiência

Introdução

Existe um problema no turismo que não aparece nas avaliações online. O hóspede dá quatro estrelas, elogia o café da manhã, menciona o quarto confortável — e não volta. Não indica. Não compartilha nas redes com entusiasmo genuíno.O empresário olha para os números e não entende. A estrutura é boa. A equipe é educada. O preço está alinhado com o mercado. Então por que a taxa de retorno é tão baixa?Acompanhei esse cenário de perto num hotel renomado que assessorei. A resposta estava numa gaveta da recepção — e o que estava lá dentro me ensinou algo que aplico até hoje em qualquer negócio de turismo que atendo.

O Radar do Hóspede de Experiência

O turista que escolhe um hotel numa região de enoturismo, turismo rural ou turismo de natureza não é um viajante genérico. Ele tem identidade específica, expectativas altas e — mais importante — um radar extremamente calibrado para autenticidade.

Em dois minutos de conversa com a recepção, ele sabe se a pessoa à sua frente ama aquele lugar ou apenas trabalha nele.

Não consegue explicar exatamente como sabe. Mas percebe pelo vocabulário — ou pela ausência dele. Pela hesitação antes de responder. Pelo olhar que vai para o papel plastificado em vez de vir de um lugar de entusiasmo genuíno.

Quando isso acontece, a experiência não é ruim o suficiente para uma avaliação negativa. Mas também não é boa o suficiente para gerar retorno ou indicação espontânea. Fica no território do mediano — e mediano, no turismo de experiência, é o maior problema que existe.


Treinamento Técnico vs. Imersão Cultural

Quando apresento esse diagnóstico para empresários do setor, a resposta mais comum é: “Preciso melhorar o treinamento da equipe.”

Esse raciocínio é parcialmente correto — e parcialmente o problema.

Treinamento técnico e imersão cultural não são a mesma coisa. Confundi-los é o que faz a maioria dos hotéis continuar com o mesmo problema depois de investir em capacitação.

Treinamento técnico ensina processo: como fazer o check-in, como lidar com reclamações, como apresentar os serviços do hotel, como usar o sistema de reservas. Tudo isso é essencial e não pode faltar.

Imersão cultural constrói pertencimento: a capacidade de falar sobre o território com o mesmo amor que o hóspede vai desenvolver por ele. De ser a pessoa que ele vai lembrar quando quiser recomendar aquele destino para um amigo. De transformar uma pergunta rotineira sobre “o que fazer na região” numa conversa que o hóspede vai contar para outras pessoas.

Nenhum manual substitui a experiência de sentar numa vinícola e entender por que aquela safra é especial. De fazer a trilha e saber exatamente onde a vista abre. De conhecer o produtor pelo nome e a história da família por trás do produto.

Esse conhecimento não vem de treinamento. Vem de vivência.


O Que Mudou Quando a Equipe Passou a Viver a Região

O empresário do hotel criou um calendário simples depois dessa conversa: uma vez por mês, toda a equipe visita um atrativo diferente da região. Não como trabalho — como hóspede. Vivendo a experiência que vão recomendar.

As mudanças foram imediatas e concretas:

As recomendações ganharam entusiasmo genuíno. A recepcionista que havia visitado a vinícola na semana anterior falava com brilho no olho sobre aquela experiência. O hóspede sentia a diferença.

O vocabulário mudou. Deixou de ser uma lista e passou a ser uma conversa — com nomes, histórias, preferências pessoais. “Se você gosta de branco, o produtor da colina tem uma Chardonnay que vai te surpreender.”

A taxa de retorno começou a subir. Não por causa de nenhuma mudança na estrutura ou no preço. Mas porque o hóspede passou a sentir que havia sido atendido por pessoas que amavam aquele lugar tanto quanto ele estava começando a amar.


Três Caminhos Para Construir Isso na Sua Equipe

1. Contrate quem já pertence ao território Sempre que possível, priorize pessoas com vínculo genuíno com a região. O guia que cresceu ali, a recepcionista que tem família em produtores locais, o sommelier que mora rodeado de parreiras. Esses perfis chegam com credibilidade de identidade que nenhum treinamento constrói.

2. Ninguém fala com o hóspede sem ter vivido o produto Regra inegociável. Antes de recomendar, a pessoa precisa ter experimentado. Qualquer atalho vai aparecer exatamente na conversa com o hóspede mais exigente — que é justamente o hóspede que mais vale para o seu negócio.

3. Crie rituais de imersão contínua Visitas mensais a atrativos parceiros. Reuniões onde a equipe compartilha histórias de hóspedes. Biblioteca de depoimentos para consumo interno. Conversas periódicas com produtores e guias locais. A fluência se constrói com repetição e exposição — não com um treinamento anual.


Conclusão

O papel plastificado na gaveta não era apenas um problema de processo. Era o sintoma de uma cultura que ainda não havia feito a equipe pertencer ao território que vendia.

Quando isso mudou, o hotel não ficou mais bonito. A estrutura continuou idêntica. Mas a experiência do hóspede se transformou — porque passou a ser conduzida por pessoas que amavam aquele lugar de verdade.

No turismo de experiência, esse é o produto mais valioso que você oferece. Não está na diária, não está no café da manhã, não está na vista do quarto.

Está na conversa com quem recebe o hóspede quando ele pergunta: “O que você me recomenda aqui perto?”

A Arte de Encantar: Como Criar Experiências Inesquecíveis

No dia 12 de novembro de 2024, às 19h30min, acontecerá uma palestra online imperdível intitulada “A Arte de Encantar: Como Criar Experiências Inesquecíveis”. Este evento será conduzido por Rodrigo Ferri Parisotto, um renomado consultor de empresas e negócios turísticos, que possui vasta experiência em mentoria para empreendedores e na realização de palestras técnicas e motivacionais.

Sobre o Palestrante

Rodrigo Ferri Parisotto é uma figura proeminente no setor de turismo, sendo sócio proprietário de várias empresas de destaque, como o LOTE20 Hotel Boutique, Mosteiro Hotel de Charme, Passeios em Milagres e a Metodologia TOUR-IN de gestão pública de turismo. Sua expertise abrange desde a gestão de empreendimentos turísticos até a criação de experiências únicas que encantam e fidelizam clientes.

O Que Esperar da Palestra

Durante a palestra, Rodrigo compartilhará insights valiosos sobre como transformar interações comuns em experiências memoráveis. Ele abordará estratégias para encantar clientes, destacando a importância de personalizar serviços e criar momentos que realmente toquem as emoções dos visitantes. A palestra promete ser uma fonte rica de conhecimento para empresários, gestores e profissionais do setor de serviços que buscam inovar e se destacar no mercado.

Tópicos Principais:

  • A Importância do Encantamento no Turismo: Entenda como experiências bem-sucedidas podem transformar a percepção de um destino ou serviço.
  • Estratégias de Personalização: Aprenda a adaptar seus serviços para atender às expectativas e desejos únicos de cada cliente.
  • Criação de Memórias Duradouras: Descubra técnicas para criar momentos inesquecíveis que farão seus clientes voltarem sempre.
  • Inovação e Criatividade: Explore maneiras de se diferenciar no mercado através de ideias inovadoras e criativas.

Transformando Destinos: El Caso de Legado de Rodrigo Ferri Parisotto en la Industria Turística de Brasil

Por Ricardo Álvarez Vega Contador Auditor y Director Ejecutivo de Emproex

Si yo les dijera que la cantidad de turistas que visitan durante un año Linares, podría ser quince veces superior a su población, ¿ustedes qué me dirían, creerían posible que vinieran en un año a Linares 1.500.000 visitantes, dejando en el municipio una cantidad inmensa de recursos, generando la creación de emprendimientos y por ende de empleos?. Exactamente es lo que Rodrigo Ferri Parisotto, un brasileño, un “gaúcho” que es como se les llama a los originarios del Estado de Río Grande do Sul, gestó en el municipio llamado Bento Gonçalves en el sur de Brasil. Su trabajo por seis años como Secretario Municipal de Turismo del municipio de Bento Gonçalves, fue tan exitoso, que se tornó un caso de estudio de la administración pública brasileña, cuando se trata la difícil temática de la “Planificación Estratégica Turística”.


Hombre muy joven, de 42 años, de trato amable y con la sencillez con que nos acostumbran a sorprender los más capaces, Rodrigo Ferri Parisotto poseedor de dos MBA y de un importante prestigio como consultor sénior, me concedió un tiempo en su apretada agenda, respondiendo con especial consideración que aceptaba la entrevista cuando le dije que era de Linares, en el Maule Sur de Chile.
– Rodrigo, cuénteme ¿cómo fueron los inicios de su vida laboral?

– Trabajé desde muy joven, tenía poco más de 16 años, primero en una industria de cueros, muy tradicional de la ciudad, pero que al pasar por una crisis, despidió a gran parte del personal, entre ellos yo. Como ya había iniciado estudios de “Publicidad y Propaganda”, conseguí ingresar al área comercial de la RBS un canal regional de televisión asociado de la Red Globo. Estando ahí conocí a un hombre que era dueño de una agencia publicitaria y con quien comencé a trabajar, pero que acabó engañándome al no pagar mis servicios y eso me hizo pensar mucho sobre lo que haría de ahí en adelante. Mi reflexión Ricardo fue esta, si él que actuaba sin apego a valores y con absoluta falta de honestidad es capaz de abrir una empresa, porqué yo que soy honesto y muy profesional no podría tener la propia. De ahí abrí mi primera empresa la que llamé “Guife Comunicación Estratégica”, con la que operé por nueve años, consiguiendo posicionarla como una de las mayores agencias de publicidad de la ciudad. Esos fueron mis inicios.

– Veo en su biografía que luego de la “Guife Comunicación Estratégica”, vinieron otros emprendimientos, una otra agencia de publicidad y un restaurante, hasta que ingresa a la Secretaría de Turismo de Bento Gonçalves. Cuénteme ¿cómo fue ese paso al servicio público?

– Fue en el año 2017, donde como usted dice tenía una segunda agencia publicitaria, llamada “Tátum Business Comm”, muy especializada en brindar servicios de comunicación estratégica a las empresas. No obstante esto, yo ya era por muchos años un observador y estudioso de la gestión turística de Bento Gonçalves, emitiendo críticas y haciendo observaciones que trascendían a lo público. Fue quizás por eso que un día, fui convidado a trabajar en la Secretaría de Turismo por el propio Concejo Municipal de la ciudad, generándome un gran trastorno, pues la agencia había crecido y era muy demandante de mi atención. Ricardo, fue un dilema de muchas conversaciones con mi familia, mi socio en la agencia y con el propio Alcalde, quien creo que dio el impulso final cuando me dijo: “Rodrigo al revés de estar sólo criticando, vente para este lado a ayudarnos”. Ahí fue que me transformé en secretario de turismo de mi querida ciudad.

– Rodrigo los resultados de su labor en el cargo público son ampliamente conocidos, pues el crecimiento de turismo en Bento Gonçalves resultó ser explosivo y donde una ciudad de 120.000 habitantes pasó a recibir 1.800.000 visitantes, consiguió por cinco años ser después de Gramado, el segundo destino más buscado en un estado tan turístico como es Rio Grande do Sul, se potenciaron varios puntos turísticos y se desarrollaron otros tantos. Cuéntenos entonces, ¿cuál fue el camino, la estrategia que usted y su equipo definieron para alcanzar tan magníficos resultados?

– Ciertamente hubo un trabajo de planificación que tuvo muchos pasos y quizás una de las primeras acciones que realizamos fue el salirnos del esquema tradicional, donde hay una visión muy italiana que sin querer ofender nuestros antepasados, opera con el error de envidiar lo que el vecino posee. Por el contrario, yo llamé a dialogar a todos los otros secretarios de turismo de los demás municipios que formamos lo que se conoce como “Sierra Gaúcha”. Ahí acordamos hacer un trabajo conjunto, en cosas más complejas pero en otras tan básicas como, por ejemplo, acudir en conjunto a una mayor cantidad de ferias de promoción de turismo, pues al dividir el costo del stand lo que antes me alcanzaba para ir a tres, ahora alcanzaba para ocho. Ya en las ferias no sólo promovíamos nuestros municipios, sino que la marca “Sierra Gaúcha”. Eso es muy importante. Tener una visión de trabajo colectivo implica no querer superar al vecino, sino que aliarse y potenciarse estando junto a los mejores. Está el ejemplo de la mujer más bonita y famosa de la fiesta, si tú que no eres tan famosa sales en 50 fotos, si estás al lado de la más bonita saldrás en 500 fotos. De ahí también la importancia del potenciamiento del turismo territorial, donde los turistas que van para un punto de supuesto mayor atractivo, deban pasar también por mi municipio siendo usuarios de nuestros servicios.

– Rodrigo relacionado con lo que me dice, se me ocurre preguntar ¿cuál fue su trabajo con los tour operadores?

– En esa materia conseguimos una cosa extraordinaria, fue un trabajo de partners con empresas de turismo donde ellos vendían paquetes de siete días en la Sierra Gaúcha, siendo cuatro en la ciudad de Gramado y tres en Bento Gonçalves. También debo destacar en esto, que hice un trabajo con humildad, recibiendo mucha ayuda de la secretaria de turismo de Gramado, pues yo no iba pidiéndola, sino que ofreciendo colaboración.

– Usted vive en una región bendecida por la cantidad de atractivos turísticos que engloba, pero ¿cómo se potencia una región que en apariencia no tiene tantos atractivos, cómo se construye un paquete turístico que considere dos o más días cuando se carece de tantos lugares para visitar y mostrar?

– Cuando marcamos esta entrevista yo me di el tiempo de buscar información del territorio donde usted me señalaba vivir y trabajar. Vi el mapa y detecté varios atractivos. La cantidad de viñas en el sector, por ejemplo, permite fácilmente generar actividades para dos o más días. Piensa lo siguiente Ricardo, los hoteles sólo aceptan el check-in en las tardes, siendo poco probable que ese día se vaya a visitar algo, salvo un paseo por la ciudad y el ir a algún restaurante a cenar. Al día siguiente ya puedes visitar dos puntos de mañana, otro restaurante para almorzar, dos actividades en la tarde y en la noche otro restaurante para cenar. Suma ahí cuantos servicios turísticos se beneficiaron y así se va construyendo el desarrollo de lugares que sólo en apariencia no tienen tanto para ofrecer.
La entrevista como tal llega hasta aquí, fui yo quien decide ponerle término, pues ya se había pasado del horario predefinido con el entrevistado y aun cuando él no me manifestaba incomodidad, sentí un deber el respetarlo. Quedó tanto por conversar, tanto por aprender de un profesional de real valor que sin duda me mostró una gran generosidad, muy propia del trato de los brasileños con los chilenos. Al final le pregunté si aceptaría participar como expositor de algún seminario que pudiéramos organizar y me dijo que lo haría con el mayor gusto. Ya comencé a pensar en algo.

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https://www.diarioelheraldo.cl/noticia/transformando-destinos-el-caso-de-legado-de-rodrigo-ferri-parisotto-en-la-industria-turistica-de-brasil

La herencia de Rodrigo Ferri Parisotto en el sector del turismo brasileño

En la industria turística de Brasil, hay un nombre que está marcando la diferencia: Rodrigo Ferri Parisotto. Con su proyecto “Legado”, este emprendedor ha logrado transformar destinos turísticos, convirtiéndolos en lugares de experiencias únicas y sostenibles.

El Legado de Rodrigo Ferri Parisotto es mucho más que un destino turístico, es una oportunidad para conectar con la naturaleza, con la cultura local y con uno mismo. A través de este proyecto, se ha logrado reactivar economías locales, conservar el medio ambiente y promover un turismo responsable.

Uno de los aspectos más interesantes de Legado es su apuesta por la sostenibilidad. Desde la construcción de infraestructuras respetuosas con el medio ambiente hasta la promoción de actividades turísticas que fomentan la conservación de la naturaleza, este proyecto es un ejemplo de cómo es posible combinar el turismo con la preservación del entorno.

Pero más allá de su compromiso con la sostenibilidad, Legado destaca por la calidad de sus servicios y la autenticidad de sus experiencias. Los visitantes pueden disfrutar de actividades al aire libre, degustar la gastronomía local, participar en talleres artesanales y descubrir la riqueza cultural de la región.

En definitiva, Legado de Rodrigo Ferri Parisotto es un ejemplo de cómo el turismo puede ser una fuerza transformadora para las comunidades locales y para el medio ambiente. Si estás buscando una experiencia turística única, auténtica y sostenible en Brasil, no dudes en visitar este proyecto que está marcando tendencia en la industria turística del país. ¡No te arrepentirás!

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Santa Tereza é primeiro município a adotar sistema de turismo inteligente

TOUR-IN promete facilitar as informações armazenando-as, tendo em vista a organização dos empreendedores e do poder público

O Município de Santa Tereza, após o sucesso da 1ª ExpoSanta, está dando mais um importante passo na área do turismo. Com uma localização privilegiada, entre o Vale dos Vinhedos e o Vale do Taquari, que atraem anualmente milhares de visitantes, a cidade começa a despontar no setor que traz tanto sucesso para a Serra Gaúcha. A cidade, que conta com aproximadamente 1.700 habitantes e tem a maior parte da população composta por idosos, aposta nas belas paisagens e na identidade histórica para atrair permanentemente visitantes e turistas.

“TOUR-IN Sistema de Gestão Pública de Turismo” é o nome do sistema que ajudará a cidade a monitorar dados relevantes, que auxiliarão tanto os empreendedores que fazem parte do trade quanto a Administração Municipal. A empresa responsável pela implantação é a TOUR-IN Sistemas de Turismo e Eventos Ltda., sendo que Santa Tereza é o primeiro município a adquirir o programa.
Conforme o CEO da empresa, Rodrigo Ferri Parisotto, o sistema é baseado em premissas de integração do setor turístico e da Secretaria de Turismo da cidade. “A ideia, a partir da participação dos empreendedores do setor, é começar a gerar informações que vão definir as estratégias que o município vai adotar”, revela.

Ele explica quais serão os dados obtidos a partir do sistema e porque são importantes. “Entre controle de visitação e controle de eventos realizados, a programação do município vai estar disponível também para os empreendedores participarem, gerando novas experiências e produtos específicos que vão se integrar a todo esse ecossistema do turismo da cidade”, relata.

“O turismo é uma aposta latente de nossa gestão”

A prefeita Gisele Caumo é uma das idealizadoras da implantação do sistema, uma vez que acredita que a cidade é um terreno fértil para o fomento ao turismo e entende, ainda, que são necessários preparação e estudos acerca do tema. “O turismo é uma aposta latente da nossa gestão. É claro que a Administração procura enfatizar, ouvir a população, sentir os gargalos e resolver as deficiências em todas as áreas. Temos a convicção de que o turismo possa estar engajado com qualquer área e evoluir de forma conjunta”, ressalta.

A Prefeita explica o que lhe motivou a pensar em um sistema que gerasse informações para todos e que facilitasse o Executivo Municipal na área do turismo. “Desde que assumimos, apostamos de forma muito sagaz no turismo, mas temos a ciência de que ainda estamos engatinhando. O planejamento a curto prazo está sendo edificado. A médio e longo prazo tenho a certeza de que os frutos mais exitosos serão colhidos por gestões que irão me suceder”, afirma.

Gisele compreende a necessidade de que para a cidade crescer, é preciso dar os primeiros passos e contribuir para que o interesse desperte em todos os envolvidos. “A implantação de um sistema de turismo inteligente, e nós, sendo pioneiros, é motivo de intenso orgulho. Não tenho dúvidas de que Santa Tereza deu um passo que ficará como marco histórico nos avanços, no progresso e no desenvolvimento deste setor. O mais importante de tudo isso é que, além de conseguirmos registrar dados condizentes ao turismo num sistema que é de utilização pública, estamos incentivando nossos empreendedores a terem, não somente um sistema de informações turísticas, mas um sistema de gestão”, frisa.

Ainda conforme ela, a valorização que o poder público vem dando ao turismo já está mostrando resultados. Após a notícia de que Santa Tereza havia implantado tal sistema, outros municípios demonstraram interesse. “Por conta disso, já está programada uma reunião com os prefeitos que fazem parte da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) a fim de que, na oportunidade, o proprietário da empresa, Rodrigo Ferri Parisotto possa expor e demonstrar as facilidades e os benefícios que esse sistema tem a oferecer tanto para o setor público quanto para o privado”, conclui.

Gisele Caumo afirma que o turismo é uma forte aposta de sua gestão. Foto: Eduarda Grassi

As expectativas do comércio

A novidade empolgou aqueles que têm muito a ganhar com o aumento do número de turistas e visitantes. Os empreendedores da região, que serão beneficiados com o sistema, estão curiosos para entender o funcionamento, e Administração Municipal, apostando no turismo.
Luciano Francisco tem um antigo restaurante na cidade, que por muitos anos foi o único, e sintetiza o que pensa sobre o sistema e o aumento de visitantes. “Tudo que vem para agregar é bom. Esperamos que o fluxo externo aumente, uma vez que temos poucos moradores no Município para mantermos o estabelecimento funcionando. Precisamos de pessoas de fora, que venham, consumam e gostem daqui, retornando e indicando para outras pessoas. Por isso a ideia do sistema nos animou bastante, e torcemos que dê certo”, reflete.


Jocelaine Trevisan é uma investidora de Bento Gonçalves, que aposta no setor em Santa Tereza. A empreendedora decidiu promover um turismo mais ecológico, e escolheu o município pois se apaixonou pela cidade e pelas paisagens. “O sistema será muito bom, desde que alimentado corretamente. Para os dias de hoje é indispensável a tecnologia, e precisamos nos aliar a ela”, destaca.

Localizada em Santa Tereza, a cachaçaria Velho Alambique é muito conhecida não só no Estado, como em todo o Brasil. Os proprietários Ivandro e Viviane Remus decidiram que também iriam aderir ao sistema. “Estamos ansiosos para saber como irá funcionar. Temos um livro de visitantes que as pessoas que passam por nosso estabelecimento assinam, nos dando uma noção de quantas frequentam a cachaçaria. Uma das funções do sistema também é essa, ter noção de quantidade de visitantes e se são turistas ou locais”, destaca.

Carina Bieslki descobriu o prazer em trabalhar com cerâmica. Mesmo com a demora para fazer os produtos, viu em seu hobbie um tranquilizador e uma forma de sustento. Ela também vai fazer parte da nova empreitada. “Com certeza vai ajudar, ainda mais sendo pioneiros. Eu já recebo um número bem alto de turistas, eles gostam bastante do meu trabalho, estou curiosa para ver como será com o Tour-In”, conclui.

Cachaçaria Velho Alambique também entrará no Tour-In
O turismo está fazendo com que as vendas de Carina Bielski disparem
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